Convite irrecusável

16 de outubro de 2009

Vimos anteriormente, que para adentrarmos no Santo Reino, era necessário que se derramasse sangue para remissão dos pecados e assim se cumprisse o princípio da justiça. Sabemos que o sacrifício foi realizado pelo filho do Rei, que é também o herdeiro do Reino, conquistando para si mesmo o direito sobre àqueles pelos quais ele derramou seu próprio sangue. Ora, isso provaca a pergunta que deixei no último texto : Será que esse convite pode ser recusado? E a resposta é NÃO! Não se pode recusar esse convite, pois se houvesse essa possibilidade o sacrifício de Jesus em favor dos pecadores seria inútil. A morte do cordeiro de Deus tem que ser eficiente cumprindo o intendo original, que é a salvação dos Eleitos(convidados), povoanto o Reino com pecadores justificados pela morte do filho de Deus. Assim, o Reino de Deus permanece justo ainda que seja repleto de pecadores, que forão absolvidos mediante o pagamento cabal de seus pecados. A marte de Jesus na cruz, teve um efeito remidor que se deu sobre o seu povo anulando o escrito de dívidas que nos era prejudicial e expondo a ignonímia principados e potestades, que nos acusavam mediante os nossos pecados. Isso promove verdadeira libertação! Não se pode falar em liberdade humana fora da cruz de Cristo, pois a Bíblia diz que somos escravos do pecado e que nossa abolição depende da livre e soberana escolha de Deus em nos elegar para a salvação. Será possível perdermos essa liberdade e voltarmos a ser escravos? Responderei no próximo post.

Daniel, livremente livre!

O pagamento

7 de outubro de 2009

Não há remissão de pecados sem derramamento de sangue. Essa é a lei! Não há um poder legislativo que seja capaz de fazer qualquer emenda nessa lei, pois, foi outorgada pelo próprio Deus, que é o poder orignário de todas as coisas. Deus deseja que seu reino seja povoado e para isso convida pecadores para habitarem uma terra existencial que mana leite e mel, ainda que esses habitantes sejam terríveis pecadores. Esse é o resumo dos dois últimos textos. A pergunta é: Quem pode derramar sangue em favor dos pecadores para que não haja ofensa ao príncipio da justiça? Sim, porque tem que ser outro a derramar sangue, pois, se o pecador fosse o responsável pela própria expiação, todos morreriam e o Reino ficaria vazio. O único capaz de se fazer oferta pelo pecado alheio é alguém que não possui pecado, alguém perfeito, alguém que não pode ser acusado perante a lei marcial em vigor. Outra coisa interessante é que o ofertado deve ser voluntário, não há qualquer lei que faça outro pagar a pena do culpado, o que motivaria alguém a assumir tamanho ônus? O amor. Só o amor é capaz de nos arrebatar de tal forma que a nossa vida fica a mercê do objeto de nosso amor. O Rei resolveu o problema da justiça entregando o próprio filho para o martírio e o filho se deu voluntariamente em nome do amor ao Pai e ao Reino. Só o próprio Deus poderia se entregar em sacrifício pela expiação de nossos pecados. Jesus, o filho, se entrega e cumpre cabalmente a lei fazendo recair sobre os convidados o seu sangue e justificando a presença deles no seu Reino Santo. Agora o convite está devidamente explicado, mas será que esse convite pode ser recusado? Até o próximo post.

Daniel, um ex-devedor!

Eleitos

6 de outubro de 2009

Dando continuidade ao post anterior, quero responder a pergunta que deixei no último texto: Como é possível adentrar esse Reino santo sendo totalmente pecadores? Percebem o problema? Um Reino santo, onde não há qualquer mácula do pecado, onde a justiça é perfeita, um lugar em que não há lágrimas e todas as necessidades de seus moradores são satisfeitas com plenitude, quem não gostaria de morar em um lugar desses? O problema é que nós somos a antíntese desse lugar, somos gente da alma torta , gente de caráter duvidoso, pecadores. Nesse reino justo, vigora a lei marcial, ou seja, não há remissão de pecados sem derramamento de sangue. Quem pode então habitar nesse reino? A resposta é simples! Só quem pode adentrar esse reino são àqueles que foram convidados pelo próprio Rei. Para morar nesse lugar depende-se de um convite prévio do monarca. Mas como fica então a lei marcial que rege o Reino de Deus? Porque se o Rei convida pecadores a lei foi infringida e portanto, a justiça do reino foi colocada em dúvida. Como pode o Rei se manter justo quando suporta pecadores? Aguardem o próximo post.

Daniel, um convidado grato.

A alma torta

2 de outubro de 2009

Como se combate o mal? Quais são as estratégias úteis no combate da maldade gratuita? No filme Onde os fracos não tem vez, nos é apresentado um assassino que mata sem qualquer razão aparente, ainda que haja a motivação do dinheiro, ele ao final do filme mata uma mulher sem qualquer motivo. A moral e a ética são absolutamente ignoradas, a educação e os bons costumes são esquecidos e mesmo o direito a vida fica subjulgado a essa tortuosidade básica da alma. Jesus, no sermão do monte, deixa claro essa condição depravada da alma ,que não resiste a maldade, não se detém no caminho da justiça e teima em usurpar o direito do próximo. Essa alma sinuosa se perverteu radicalmente ao optar pela desobediência e por uma independência irreal para com o Criador. O apóstolo Paulo faz uma afirmação derradeira sobre essa condição: Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Sim meus amigos, o pecado! Somo habitados pelo pecado! A base da alma humana está impregnada pelo pecado e isso é a causa dessa tortuosidade absoluta. Não pensem que isso afasta a nossa responsabilidade em escolhermos a maldade como caminho, mas é uma constatação importante no combate a essa realidade perversa. Não adiante pensarmos que políticas públicas de combate a violência, de combate a prostituição infantil e etc, acabarão com essa falta retidão reinante em nossa sociedade. Nossa alma é torta! A Bíblia nos traz essa realidade, mas não apenas toca na ferida como também aponta para cura. A cura é se render a Jesus de Nazaré e adentrar assim no Reino de Deus. O Reino é a antítese da maldade como regra. Mas como é possível adentrar esse Reino santo sendo totalmente pecadores? Essa resposta será dada no próximo post.

Daniel, torto igual a você!

Sonhei que estava sonhando

30 de setembro de 2009

Hoje sonhei que estava sonhando. Estranho! Nos últimos tempos tenho sonhado muito, sonhos dos mais diversos, mas hoje sonhei o mais estranho de todos. Sonhei que estava dormindo e nesse sono dentro do sono, eu estava sonhando com algo que muito me atormentava, acordei do sonho do sonho e estava molhado de suor e logo depois acordei de vez.  Há muitas informações sobre o significado psicológico dos sonhos, freud e outros trabalharam esses significados. A Bíblia é repleta de sonhadores e intérpretes, as vezes sonhador e intérprete são a mesma pessoa. Meu xará Daniel era esse tipo, interpretava sonhos alheios e tinha também os seus. No período em que estava na Babilônia exerceu seu dom de intérprete mais de uma vez e foi reconhecido pelos reis que dominavam em sua época. O interessante é que ele sonhava com o presente e com o futuro, parece que a dimensão tempo não tem qualquer importância no mundo dos sonhos. No final do livro do profeta Daniel ele sonha e tem visões a respeito de fatos que se sucederão e que culminarão com o apocalipse de Daniel.  Daniel sonhava com o governo de Deus, com o julgamento dos poderosos, com o fim das opressões e com a queda dos reinos mais sólidos da história humana. Ainda que os sonho dele o consumissem até o deixá-lo extenuado, eram sonhos que qualquer exilado sonha, ou seja, a volta ao seu lar. Isso é o ponto chave da história desse sábio sonhador. Seus sonhos o remetiam para um mundo em que seu Deus governava com justiça e bondade. Não somos tão diferentes de Daniel. Estamos exilados, somos peregrinos em terra estranha, não temos qualquer ligação com o reino desse mundo. O que me preocupa e que nossos sonhos são muito ligados aos valores e poderes desse reino perverso no qual vivemos. Sonhos de uma properidade estéril, sonhos de poder e dominação sobre os mais fracos, sonhos de reconhecimento humano, sonhos de status,etc. Esses sonhos me atemorizam, pois quanto mais sonhamos com esse reino, menos nos tornamos cidadão do Reino de Deus. Diga-me quais são seus sonhos e te direi de que reino você é.

Daniel, um sonhador!

Os dias seguintes

19 de maio de 2009

Os dias iam se arrastanto lenta e dolorosamente. Sem a anestesia, ele sentia que suas dores só haviam aumentado e percebeu o quão terrível foi o período em que ele permaneceu apenas anestesiado. A anestesia não o deixou perceber que as dores si intensificaram, e as dores, por si mesmas, são apenas sinais de algo que tinha razões imperceptíveis, eram razões internas, a dor apenas manifestava aquilo que se passava no nível mais micro do ser dele. O sonhos começaram a brotar todos as noites, sonhava com a anestesia, acordava pensando nela e dormia anelando pela oportunidade de tomar mais uma dose. Chegou um momento em que a dor era tão grande, tão intensa, tão insuportável, que ele tinha visões, delírios e toda uma sorte de ilusões invadiam o seu dia. O processo foi se tornando cada vez mais intenso e perverso e então, ele começou a odiar o Médico, que segundo sua própria mente confusa, havia sido o culpado pela dor que se aguçou sem a anestesia. Cheio de ódio, ele foi até o consultório, e vociferando palavras de ódio disse: “Você é o culpado pelas minhas dores! Você foi op responsável pelos meus delírios! Como eu pude acreditar em você? Como é possível você se propor a ser um médico se só piora as coias?” As palavras foram duras e agudas. Mas havia algo de arrado com o Médico, enquanto ele reclamava o Doutor gemia baixinho, na verdade só se percebia seus lábios tremendo, sua camisa estava molhada de suor e seu semblante era terrívelmente atribulado e angustiado. Quando o homem parou de gritar, ele percebeu o estado do Médico e perguntou? ” O que houve com o Senhor?” O Médico disse: “Estou sofrendo suas dores!”. O Homem ficou horrorizado. Minha doença é contagiosa? Perguntou o homem. Na verdade, disse o médico, todo homem sofre com isso, mas só percebem áqueles que estão prestes a se curar……

Continua.

Daniel

História, minha ou sua!

14 de maio de 2009

Havia certo homem que convivia com um mau crônico. Essa doença o molestava dia e noite e ele não tinha sossego, o mais interessante dessa doença é que ela o paralisou durante anos, o impedindo de procurar socorro no lugar certo. Andou por todos os caminhos que lhe indicavam atrás da cura para seu mau. Um dia decidiu que necessitava se livrar do que lhe afligia. Então, tomou atitudes que não havia tomado antes e isso lhe fez um bem enorme, mas o mau continuava a lhe molestar só que em uma intensidade que não era perceptível aos seus sentidos. Vez ou outra, seu corpo sentia os sintomas novamente, só que agora ele já não estava mais paralisado e passou a buscar novamente a cura. Entretando, dessa vez, ele buscou um Médico que ele já conhecia, mas que negligenciava, pois, os métodos desse Médico fogem a tradicional medicina humana. Foi a consulta e ficou aguardando o diagnóstico. Dias depois, o médico lhe escreveu um e-mail dizendo do que se tratava a doença, feliz com o diagnóstico, saiu a procura de uma farmácia, para finalmente comprar o remédio que lhe traria a cura. O problema é que o médico disse para que ele tivesse paciência, pois seu caso era delicado e era necessário um tempo até que o verdadeiro remédio lhe fosse ministrado, esse remédio só poderia sair das mãos do Médico e não se encontrava em qualquer farmácia. Só que o homem, impaciente, e certo de que conhecendo o problema poderia ele mesmo dar uma solução foi às ruas e encontrou um medicamento que passou a tomar. O rémedio logo fez efeito e foi extraordinário. Não sentia o menor sinal do mau, que durante tanto tempo lhe acompanhava. O estranho é que seus amigos mais próximos lhe alertavam sobre o perigo que corria ao tomar um remédio por conta própria e as consequências que isso poderia causar ao seu organismo, mas ele não ouvia a ninguém! Algum tempo depois, ele passou a sentir os sintômas novamente e procurava no remédio a solução, tomava doses cada vez mais fortes e nada! Voltou a farmácia e perguntou: “Você tem algo parecido? Só que mais forte que esse aqui?” Ao que o balconista respondeu: “Não senhor, essa é a anestesia mais poderosa do mercado.” O semblante do homem se tornou desespero puro. Ele achava que estava tomando um remédio e na verdade era só uma anestesia. Desesperado, voltou ao Médico e pediu socorro. O Médico lhe ouviu e lhe disse: “Para que o meu remédio faça efeito você tem que se desfazer da anestesia, e aí sim, será curado”. O homem o olhou e pediu para tomar mais uma dose, então o Médico, com uma força avassaladora, tomou das mãos do homem a anestesia e mandou que ele se retirasse e só voltasse quando estivesse pronto para o verdadeiro remédio. Os dias seguintes foram tremendamende dolorosos e cheios de indagações.

Essa história continua……

Daniel

Descanso

27 de abril de 2009

Estou de volta! Após um longo período de descanso retomo hoje minhas milhares de atividades, inclusive este blog, que não tenho tratado como deveria. Pois bem, hoje não posso falar sobre outra coisa se não sobre descanso. Há quanto tempo você  não fica atoa? Sério! Você sabe o que é acordar e não ter nada a fazer? É claro que isso só é bom quando isso é uma opção pessoal, tipo férias. Eu fiquei assim nos últimos nove dias e foi maravilhoso. Descansei bastante, descansei meus olhos com as paisagens singulares do Rio de janeiro, vi o quanto é importante fugir da rotina e olhar de fora o que estamos fazendo com a nossa vida. Jesus nos convida ao descanso e isso só é possível quando nos tomamos consciência de que não somos capazes de mudar as coisas mais insignificantes da vida.  Descansar no Senhor é não ter nenhuma idéia a dar a Deus sobre como conduzir nossa vida. Tudo Ele faz para o bem dos que o amam. Hoje estou trabalhando, mas ainda assim descansado pois meu sustento vem do Senhor que criou todos as coisas. Viver assim e meu sonho! Espero que Deus me faz cada vez mais descansado Nele e assim minhas orações só serão: Faça a tua vontade.

Daniel, descansado!

Quem é Jesus?

2 de abril de 2009

Essa é uma pergunta crucial na história da huminidade. Todas as ciências buscam essa resposta seja pelo método histórico, uma busca pelo homem, seja pela fé, uma busca pelo Criador. Jesus desperta uma curiosidade universal e isso demonstra a sua importância fundamental na história humana. Isso remonta o que Calvino dizia sobre a semente divina. Segundo o eminente teólogo, o ser humano teve implantado no coração uma semente que aponta para um Criador. E isso pode ser verificado em toda e qualquer cultura, ou você conhece alguma cultura que seja inteiramente ateia?  A busca por Jesus inicia justamente pela busca de nossas origens, nossa história, nossas raízes. O apóstolo João, ao dar início ao seu evangelho começa fazendo uma revelação impressionante: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. (Jo 1:1-3). Diferentemente dos outros evangelistas, João, inicia seu evangelho com uma genealogia de Jesus dizendo que Ele teve origem na eternidade. Ele é a Plavra criativa de Deus. No início de tudo (se é que podemos dizer assim) Jesus já era o que é.  A Palavra criativa de Deus é Jesus. Bom, isso deve soar estranho pra você que sempre ouviu que Jesus é o filho de Deus e é verdade, mas isso trataremos em cenas dos próximos capítulos. Voltando, foi por intermédio de Jesus que Deus se fez Criador. Antes de jesus nada poderia ter sido criado e isso faz uma diferença enorme quando tentamos responder a pergunta fundamental. Jesus é a Palavra criativa de Deus, Ele é a mola mestra da criação ou pedra angular, escolha você. Não se engane Jesus é aquele que transformou o Deus todo poderoso no Deus todo criador. Você crente deve estar se perguntando: Jesus não é Deus? Até a próxima!

Daniel, só instigando!

Confissão

30 de março de 2009

Esse último domingo (29/03/09), a Cris ministrou na classe Bereia sobre o tema Glória de Deus. É impressionante como algo que já é tão batido tem a capacidade de nos confrontar, renovar e desafiar o nosso a ser a uma mudança essencial. Resumindo,  nossa alegria deve estar somente em glorificar o nome de Deus, ao glorificarmos o Senhor ele nos enche de sua alegria, esse processo nos faz caminhar em direção a um estado de pleno gozo e satisfação em Deus. Ora, isso ficou gravado na mente protestante como sendo a finalidade principal do homem, que é: Glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Me senti péssimo ao final da aula da Cris. Ela, com toda a maestria, nos mostrou como essa verdade é fundamental no evangelho e deveria permear nossas ações e projetos. Olhei para minha vida e percebi o quão falho tenho sido nessa tarefa de encontrar alegria verdadeira e eterna somente Nele. Chego a conclusão que toda e qualquer frustração humana está justamente na não observância dessa verdade, ou seja, não dá para ser realmente feliz fora da pessoa de Deus. Eu me encontro nele, mas não são raras as vezes que minha alegria se esvai e se torna refém das circunstâncias. Se essa verdade não habitar nosso ser completamente é impossível ter a segurança, que nos faz caminhar nesse mundo caído. Eu quero glorificá-lo e o farei em nome de Jesus.

Daniel, imperfeito, mas amado!